
Os Procuradores do Banco Central são advogados públicos federais que integram carreira própria prevista no art. 4.º da Lei n.º 9.650, de 27 de maio de 1998. Suas prerrogativas e atribuições equivalem às dos membros das demais carreiras da advocacia pública federal, quais sejam, Advogados da União, Procuradores da Fazenda Nacional e Procuradores Federais.
Por determinação legal, os Procuradores do Banco Central só podem exercer a advocacia nas atividades específicas da carreira, entre as quais se destacam:
a) a representação judicial e extrajudicial do Banco Central do Brasil;
b) a apuração e a cobrança dos créditos da Autarquia, inclusive mediante execução fiscal;
c) a consultoria e o assessoramento jurídico do Banco Central do Brasil.
Em seu dia-a-dia, os Procuradores do Banco Central atuam em juízo, na guarda dos interesses do Banco Central do Brasil, propondo ações, apresentando defesa e recurso em processos judiciais e realizando sustentação oral em tribunais, inclusive no STJ e no STF. As causas mais freqüentes são aquelas relacionadas a planos econômicos, à cobrança dos créditos do Banco Central do Brasil e à atividade fiscalizadora da Autarquia. São muitos os casos que envolvem questões de alta complexidade e valores vultosos, em que os Procuradores do Banco Central enfrentam os maiores escritórios de advocacia, sendo-lhes exigido profundo conhecimento das matérias em debate, a custo de muita especialização e dedicação em favor da instituição.
Os Procuradores do Banco Central também fazem o assessoramento jurídico nas matérias afetas à competência do Banco Central do Brasil, o que engloba a consultoria bancária e de normas, a consultoria monetária e de relações internacionais, a consultoria em processos administrativos contenciosos e em regimes especiais, assim como as consultorias em direito administrativo e penal. Saliente-se que, nesse ramo de atuação, aos Procuradores do Banco Central são apresentados assuntos extremamente especializados, além de inéditos na doutrina e na jurisprudência, muitos dos quais serão disciplinados em normas editadas pela União ou constarão de resoluções do Conselho Monetário Nacional e de circulares do Banco Central do Brasil.
Também são apreciadas propostas de reforma do ordenamento jurídico brasileiro (projetos de emenda constitucional e de lei, minutas de medidas provisórias e decretos etc.), desde que relacionadas ao Sistema Financeiro Nacional. Como se vê, os Procuradores do Banco Central exercem função essencial à Justiça e, visando sempre ao interesse público, garantem que o Banco Central do Brasil cumpra sua missão institucional, dentro dos limites traçados pela Constituição e pelas leis do País.